segunda-feira, 20 de abril de 2015

Como aumentei minha produtividade em trabalhos de pesquisa

A tecnologia muda tudo! Organiza, automatiza, ajuda a compartilhar. Na Academia, também! Mas sabe aquela hora em que você terminou o texto de seu trabalho acadêmico mas suas referências estão uma bagunça? Você fica catando os papers, pegando um por um em papel ou caçando os PDFs dentro do computador, muitas vezes trabalhos que você já citou antes... ai, que trabalho estúpido!

E você ainda tem que colocar tudo no estilo ABNT ou num outro estilo exigido pela publicação para onde você vai enviar? Muiito trabalho!!! Foi para isso que você estudou tanto? Não seria ótimo ter um aplicativo que fizesse isso para você? Isso existe!

Eu uso o aplicativo Zotero , que organiza a minha bibliografia, não no final do paper, mas enquanto estou lendo os trabalhos. Os PDFs que leio ficam arquivados no aplicativo. Os dados ficam todos prontos. O documento em word recebe as citações e, de forma automática, com um simples comando, o aplicativo cria a lista de referências! E no estilo que eu quiser! 



É muiiito bom! Tão bom que eu queria que todos os consultores que trabalham comigo soubessem usar! E que meus clientes também soubessem usar! Seria o paraíso!

Depois que você conhece o Zotero e aplicativos similares, você sente a mesma diferença que você sentiu (se for da minha geração) quando deixou a máquina de escrever e passou a escrever no computador. É, sim, fantástico! Mas ninguém inventou isso ontem. Há programas de citação bibliográfica que existem há 20 anos! Há outras opções, como o Mendley. Então, se você não sabe usar programas assim, atualize-se!

Quem quiser, visite o site do Zotero.

terça-feira, 11 de março de 2014

Tragédia de Jaci-Paraná

Subindo o rio numa canoinha

Em 1996, conheci a "ex" Reserva Extrativista (Resex) Jaci Paraná, que acaba de ser "descriada" em Rondônia. Subi o rio Jaci numa canoinha de madeira com motor rabeta, pilotada pelo Pedro Schumman "Carioca", presidente da Associação dos Moradores da Resex, com a companhia do "Maranhão", do Fórum de ONGs de Rondônia.

Pedro subiu o rio contando da sua vida em diferentes ocupações, do garimpo submerso nas dragas do Rio Madeira ao "corte de seringa". Contava isso nas paradas nas casas dos ribeirinhos, pois a viagem era marcada pelo popopó do motor rabeta, que montado da popa da canoa tem uma longa haste cuja ponta é uma hélice. A conoinha era manobrada rio acima ao longo da margem, procurando evitar a correnteza mais forte e os bancos de areia, enquanto eu observava a mata que se erguia como um imenso paredão nas curvas do rio.

"qual é a mulher que vai querer morar neste inferno?"

Uma das principais lembranças que tenho daquela viagem de 3 dias rio acima e 2 dias rio abaixo era a imensa quantidade de piuns (borrachudos) que infernizava a vida dos moradores e a nossa viagem. A maior parte das colocações era habitada por homens sós, morando em cabaninhas de paxiúba (uma palmeira), com as paredes de palha de palmeira, sem janelas, para diminuir os piuns. Os seringueiros mal praticavam agricultura. Perguntamos a um deles por que não era casado, e ele respondeu com uma pergunta: "qual é a mulher que vai querer morar neste inferno?"

Uma exceção eram duas irmãs, donas da melhor casa da Resex, e a única, em meus anos de trabalho em Rondônia e no Acre, a ter geladeira (a gás) e água encanada (bombeada do rio). Eram as mulheres mais cobiçadas da Resex, talvez pela prosperidade, talvez por serem as únicas solteiras...

Não era uma realidade simples. 

Cadáveres vegetais e o fim da Resex

Em 2006, dez anos depois, passei por ali de novo, sem entrar na Resex, só passando pelo povoado por onde 10 anos antes eu passava toda semana, em viagens semanais ao Acre. Paramos num posto de gasolina para abastecer e esticar as pernas. Quando abri a porta do carro, um cheiro insuportável de carniça invadiu minhas narinas. Mas não era carne podre; era madeira - centenas ou milhares de toras e muita madeira serrada numa madeireira próxima. Você não pensa que uma árvore derrubada cheira a cadáver, só mais suave, mas quando junta tantos cadáveres de árvore, você sente no ar.

2014, quase mais uma década, a Resex não existe mais. É uma pena, apesar de não surpreender, pois não havia condições de vida para uma vida comunitária ali em 1996. Se era para conservar a floresta, talvez fosse Resex uma categoria de unidade de conservação inadequada. Talvez uma Floresta Estadual tivesse sido mais adequada. Mas quem disse que isso iria prevenir a tragédia de Jaci-Paraná?

Triste...

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

O que é compaixão

No ano passado, produzi este vídeo-cartão de Natal e Feliz Ano Novo. Continua atual, e renovo meus votos para estas festas e 2014.

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