domingo, 17 de novembro de 2013

Há uma farra de demarcações de unidades de conservação e terras indígenas?

Enquanto houver uma fronteira agrícola aberta no Brasil, faremos uso perdulário e ineficiente de nossas terras. A sustentabilidade só acontece com a fronteira agrícola fechada, com terras limitadas. Unidades de conservação (UCs) e terras indígenas (TIs) reservam terras para o futuro e ajudam a agricultura brasileira a acelerar seu desenvolvimento, pois a busca pela intensificação e maior produtividade se antecipa.

Além de reservarem terras para o futuro, essas áreas protegidas reservam também biodiversidade e serviços ecossistêmicos. 

Não há farra das demarcações. Há, sim, e sempre houve, a farra da especulação fundiária, dos escravocratas depredadores, dos mineradores de fertilidade, que financiados com o dinheiro público, inesgotáveis perdões de dívidas do crédito agrícola, terras semi-gratuitas e griladas, e investimentos em pesquisa agropecuária pagos pelo Estado, agora posam de eficientes e modernos. 

Mas a verdade é que sem conservação não há modernidade nem eficiência. 

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