segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Minha militância contra a violência física e verbal contra as crianças

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Era só para ser um blog de dicas para viver em paz com os filhos, mas acho agora que é muito mais. No começo, achava que estava apenas dando vazão à minha mania de dar conselhos a outros pais sobre o que fazer para seus filhos não fazerem birra, por exemplo, na hora de ir embora do parquinho. Eu ficava lá "blábláblá" e não sei se adiantava muito. Enquanto isso, eu chamava minha filha e ela vinha sem fazer birra. Como eu conseguia essa mágica? Percebi que eu tinha desenvolvido uma série de "técnicas" baseadas em princípios de participação e em um compromisso de nunca usar a violência para educar. 

Então comecei a escrever um blog (http://oqueaprendicomsofia.blogspot.com.br/). Fiz o blog para compartilhar minha experiência criando e educando minha filha de forma participativa e democrática, sem briga (ou quase), e com ótimos resultados.

Não é um manual. Não estudei várias crianças, e só tenho uma filha. Não é um manual nem mesmo para a minha filha, e é a minha experiência, ou uma coleção delas. Algumas pessoas quiseram relativizar, sem tentar, o que eu proponho no blog. Eu concordo com elas mas, ao mesmo tempo, mais tarde, comecei a participar de um grupo no Facebook com mais de mil mães (principalmente) e pais (uns poucos) em que aquilo que proponho parece fazer grande sentido para quem está tentando educar crianças muito mais desafiadoras que a minha. No grupo, meus conselhos são apoiados por pedagogas e psicólogas. 

Virou um ativismo. Crianças são agredidas o tempo todo, física e verbalmente, por aqueles que deveriam cuidar delas e protegê-las. São tratadas como se fossem animais a serem condicionados por recompensas e castigos, como se não pudessem usar sua inteligência, consciência, e sensibilidade para saber o que é certo e o que é errado. Pequenas violências se tornam às vezes grandes violências. Então, o meu blog também é meu ativismo contra a violência contra as crianças, e por uma sociedade mais pacífica: quem é criado com violência, torna-se um adulto violento, ou que tolera a violência. Temos que quebrar o ciclo.

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